“Portraits” de
Brian Griffin em
Exposição no Braga
Parque

DSIOUXIE,
SUTHERLAN E ALAIN
CHEVALIER EM
RETRATOS NO BRAGA
PARQUEDe 1
a 31 de Março o
Braga Parque vai ter
patente a
espectacular
Exposição “PORTRAIS”
de Brian Griffin.
A obra de Griffin,
constitui uma obra
ímpar na história do
retrato. Se Nadar
foi, no século XIX,
um dos retratistas
que melhor
interpretou o perfil
psicológico dos
fotografados, sem
dúvida que Griffin é
o seu equivalente do
século XX.
O conjunto destes
retratos, realizados
ao longo da década
de 1980, revelam,
numa época em que
ainda não se
dispunha de
tecnologia digital,
um completo domínio
técnico e criativo
sobre os efeitos
lumínicos. A par da
sua aprimorada
técnica alcança um
elevado mimetismo
entre os
fotografados e a
profissão de cada um
deles. Cada
composição deixa-nos
adivinhar um
aprofundado estudo
do personagem e uma
esmerada composição.
“PORTRAITS”
Brian Griffin
(Birmingham, 1948)
“A fotografia
entra na minha vida
em 1966, quando
trabalhava numa
fábrica de tapetes
rolantes em Black
Country, próximo de
Birmingham. Foi
então que o
contra-mestre me
sugeriu que
inscrevesse numa
associação
fotográfica local.
Não compreendi, em
absoluto, o motivo
de tal sugestão.
Para ser sincero,
não despertou
particular
interesse, mas
acabei por me
inscrever e comprar
a minha primeira
máquina fotográfica.
Foi então em 1969,
quando trabalhava
como técnico
especializado no
nuclear, que a
fotografia regressou
de novo à minha
vida. A minha
namorada da época
pôs fim à nossa
relação, o que me
deixou só e
devastado. A minha
vida tornava-se
vazia e sentia-me
desconfortável.
Tomado pelo pânico,
decidi candidatar-me
a várias
universidades, a fim
de me dedicar a
tempo inteiro ao
estudo da
fotografia, que me
pareceu uma boa
escapatória. Não
sabia porquê mas no
meio do meu
desespero, tinha
confiança em mim
próprio. A
Manchester College
of Art & Design foi
a única universidade
que me aceitou,
sendo que nos finais
dos anos de 1960 a
fotografia não
estava muito de moda
em Inglaterra. Para
além dos conteúdos
teóricos foi,
sobretudo, na
biblioteca que
contactei de perto
com a obra de
grandes mestres. No
final dos três anos
os meus
conhecimentos de
fotografia estavam
então muito mais
consolidados e
tornei-me um jovem
capaz de encontrar o
meu novo caminho.
Com o meu diploma,
obtido em 1972, fui
para Londres e, após
ter trabalhado oito
meses numa
siderurgia, onde
amealhei algum
dinheiro, lancei-me
como fotografo
profissional”
Brian Griffin, 2009

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